
08 de março, o registro de uma data que vai além de parabenizar as mulheres, uma data que deveria ser de reflexão e análise da realidade atual, definindo estratégias para promover avanços que levem a uma realidade de igualdade de tratamento e de oportunidades.
É fato que as mulheres têm desempenhado um papel cada vez mais significativo no mercado de trabalho brasileiro, no entanto, persistem desafios e desigualdades que limitam sua plena participação e progresso profissional.
Os problemas da inserção da mulher no mercado de trabalho são bastante conhecidos: taxas de desemprego mais altas, menores salários, dificuldades de crescimento profissional e maior informalidade.
Dados do 4º trimestre de 2023 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, revelam que o Brasil contava com 90,6 milhões de mulheres com 14 anos ou mais, das quais 47,8 milhões faziam parte da força de trabalho. Isso significa que 42,8 milhões de mulheres (47,24%) estão fora da força de trabalho.


A análise de dados e informações, a cada dia mais acessíveis, permite observar uma realidade complexa que transcende a esfera profissional, abrangendo questões como violência, participação política dentre outras.
Os desafios e desigualdades vão muito além do mercado de trabalho, como se pode observar no Informativo Estatísticas de Gênero – Indicadores sociais das mulheres no Brasil publicado pelo IBGE.
Nesse documento o IBGE apresenta 51 indicadores quantitativos distribuídos em cinco temas: Empoderamento econômico (18 indicadores); Educação (11); Saúde e serviços relacionados (11); Vida pública e tomada de decisões (6); e Direitos humanos das mulheres e das meninas (5).

Para acessar o informativo completo:
Para saber mais sobre o estudo do IPEA: O PAPEL DA POLÍTICA FISCAL NO ENFRENTAMENTO DA DESIGUALDADE DE GÊNERO E RAÇA NO BRASIL,
A partir das informações apresentadas convido você, a nesse 08 de março, e nos próximos dias do ano, a fazer uma reflexão sobre os desafios do universo feminino, sobre as estratégias e mudanças que precisam implementadas para que se alcance mais igualdade de gênero e justiça social.
É importante reconhecer os desafios, mas, além disso, e precisamos enfrentá-los e superá-los.
Gaspar, 08 de março de 2024.
Jeferson Debus – Presidente do SINTRASPUG.